BARRA Arquitetos

R. Felipe Camarão, 751 - sala 908

Bom Fim, Porto Alegre, RS

PONTE-PARQUE DE FLORIANÓPOLIS

Equipe: BARRA Arquitetos, Gabriel Wosiack Teixeira

* 2° LUGAR CONCURSO PONTE-PARQUE DE FLORIANÓPOLIS | PROJETAR.ORG

Proposta desenvolvida para o concurso de estudantes de arquitetura para uma Ponte-Parque em Florianópolis. O trabalho recebeu o 2° lugar na competição com 106 equipes inscritas.

Localização. Florianópolis, SC

Ano. 2015

Essencialmente, pontes servem para que uma travessia seja realizada. Parte-se de um ponto A e chega-se a um ponto B. O partido para o projeto da Ponte-Parque de Florianópolis serve à esse conceito inicial, todavia amplia o seu sentido no que se refere à número de percursos, mobilidade urbana, estrutura e paisagismo.

 

Mais do que desenhar para um momento de passagem, o projeto para a nova ponte convida à permenência, à ocupação. [. . .] A travessia já não precisa mais ser a razão essencial pela qual a ponte é ocupada, mas sim as várias possibilidades de percursos, as várias alturas para a mirada (água, praça, mirante e elevador), e por vários outros motivos que só a apropriação desse objeto pela população poderia confirmar.

 

Em termos de mobilidade urbana, o desafio principal foi trazer à tona uma proposta que respondesse ao clamor popular que freou o projeto anterior para a 4ª ponte de Florianópolis, apresentando um desenho que proporcionasse uma solução tanto fácil de ser compreendida, quanto excitante [. . .] É a possibilidade clara de enteder que se trata de uma ponte que resolve as questões básicas de mobilidade (a amarração correta das vias entre continente e ilha) e de compreender que também se trata de um grande parque (que anima a população à pensar uma cidade que lida com os desafios contemporâneos da urbanidade). Quanto às possibilidades de trajetos, o projeto apresenta a possibilidade de caminhar sobre os arcos, usar a circulação vertical acoplada ao pilar para chegar à todos os níveis do projeto, e também atende ao programa: 3 pistas em cada sentido para veículos particulares, uma pista em cada sentido para transporte público e ciclovias. [. . .]

A estrutura foi resolvida com o arco, uma estratégia muito usada em pontes e bastante conhecida por vencer grandes vãos. [. . .] À fim de manter a altura de 70 metros, o pilar central foi acoplado à estrutura, de maneira a aliviar o esforço no arco e na base que o sustenta. Quando implantado, o pilar também se encarrega de estabelecer uma circulação vertical entre todos os níveis do projeto, dando acesso a portadores de necessidades especias à todos os momentos possíveis. O fato de que aterros serão inevitavelmente feitos para a implantação das cabeceiras, tiramos partido desse movimento de terra para a relização de um grande talude, por onde as vias passam (sistema cut-and-cover para a solução das vias) que se encaixam em uma grande treliça que isola o transporte veicular da experiência na praça. [. . .]

 

Em relação ao paisagismo, [. . .] caminhos se cruzam de maneira aparentemente aleatória, criando nós entre percursos que se tornam espaços de estar e induzem muito mais ao encontro do que a passagem. Além disso, os caminhos ligam pontos importantes da praça, como por exemplo, os quiosques, as rampas de acesso às paradas de ônibus, as rampas que levam ao nível da água, o elevador central e os mirantes nas bordas da praça. E ainda mais, com essa ligação de pontos formam-se polígonos, espaços vegetados que também abrigam parte do programa, como as academias ao ar livre, os bicicletários e espaços de onde é possível se deitar na grama e aproveitar a sombra de uma árvore.